Professor de Sociologia

Educação Escolar e Social

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Projovem Adolescente – Traçado Metodológico

fonteBRASIL.  MDS. Projovem Adolescente - Traçado metodológico. Brasília: 2009. Disponível aqui.

ProJovem AdolescenteO Projovem Adolescente na Política Nacional de Assistência Social – PNAS

 O Projovem Adolescente na Política Nacional de Assistência Social – PNAS

“A PNAS, nessa perspectiva, organiza sua rede socioassistencial não mais em função de públicos, mas de seguranças que respondam às necessidades e assegurem direito, dentre os quais:

(a) segurança de renda (…)
(b) segurança de acolhida (…)
(c) segurança do convívio” (p. 7)

“…o Projovem Adolescente visa contribuir para fortalecer as condições de autonomia das famílias e dos jovens, para que possam gerir seu processo de segurança social. O Projovem Adolescente (…) serviço socioeducativo” (p. 8)

“As ações de proteção social que viabilizam um conjunto de bens sociais, serviços e benefícios não-materiais situam-se no arco dos serviços socioeducativos que se constituem no caráter principal do Projovem Adolescente e estarão refletidas no Traçado Metodológico.

O Serviço Socioeducativo do Projovem Adolescente integra-se a outras estratégias de ação voltadas para as famílias, tais como o Programa Bolsa Família – PBF e o Serviço de Proteção e Atenção Integral à Família – PAIF, implementados no Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, e aos programas e serviços de proteção social especial executados pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS, voltados aos jovens, às famílias e à comunidade. Essa integração se dá de forma complementar e não substitutiva, de modo a proporcionar alternativas emancipatórias para o enfrentamento da vulnerabilidade social decorrente das condições de pobreza e de desigualdades sociais (…) Atuar em escala e preventivamente junto à juventude, abrindo-lhe oportunidades de desenvolvimento humano, inserção social e participação cidadã” (p. 8-9).

Introdução

“O Traçado Metodológico é parte integrante do conjunto das publicações elaboradas pelo MDS com o intuito de proporcionar, às equipes profissionais e aos gestores responsáveis pelo Projovem Adolescente em todo o País, as bases conceituais e os subsídios teóricos e práticos necessários à estruturação e desenvolvimento de um serviço socioeducativo de qualidade, voltado aos jovens de 15 a 17 anos, no âmbito da proteção social básica do SUAS” (p. 13).

“…o esforço de explorar as inter-relações entre os diversos temas, num enfoque intencionalmente interdisciplinar. Além disso, o trabalho articulado teve sempre o intuito da integração das políticas públicas (…) no sentido de conferir unidade conceitual e metodológica ao Projovem Adolescente, primando-se pela oferta de um serviço socioeducativo de qualidade” (p. 14)

1. Contextualização e características gerais do Projovem Adolescente

“…o eixo articulador da concepção de política pública de juventude é norteado por duas noções fundamentais: oferecer oportunidades e garantir direitos dos jovens, para que eles possam resgatar a esperança e participar da construção da vida cidadã no Brasil, o que pressupõe reconhecer que a juventude é heterogênea e tem características distintas que variam de acordo com aspectos sociais, culturais, econômicos e territoriais” (p. 16)

“O Projovem Adolescente é uma reformulação do Projeto Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano, aperfeiçoando-o e institucionalizando-o como um serviço socioeducativo de proteção social básica do Sistema Único de Assistência Social – SUAS, alinhado à política nacional de juventude.

Como serviço integrante do SUAS, o Projovem Adolescente materializa a atenção à juventude enquanto prioridade nacionalmente identificada e pactuada na Comissão Intergestora Tripartite – CIT, referendada pelo Conselho Nacional de Assistência Social na Política Nacional de Assistência Social – PNAS e confirmada no Plano Decenal de Assistência Social, aprovado na VI Conferência Nacional de Assistência Social realizada em Brasília, em dezembro de 2007” (p. 16)

“ Na Política Nacional de Assistência Social (PNAS, 2004), a proteção social vai além de suprir seguranças básicas onde elas não existem ou de reforçá-las onde estiverem fragilizadas. A proteção social inclui a ação preventiva para evitar fragilizações e riscos sociais e/ou pessoais, tanto aquela ação de natureza material e de criação de oportunidades quanto à de reforço de laços e vínculos familiares e comunitários” (p. 16)

“É exatamente no arco dessas seguranças e proteções sociais, e vinculados à rede pública socioassistencial, que se situam os serviços socioeducativos de caráter continuado: são aqueles que, indo além do provimento de benefícios materiais, garantem meios para o reforço da autoestima, o desenvolvimento da autonomia, a ampliação da resiliência aos conflitos, a promoção do convívio e o acesso aos serviços públicos, incentivando o protagonismo, estimulando a participação e contribuindo para o enfrentamento das desigualdades, para a inclusão social e a conquista da cidadania plena” (p. 15)

“Todos os princípios e diretrizes da PNAS e do SUAS são aplicáveis ao Projovem Adolescente, mas cabe destacar a importância conferida, em sua formulação, aos eixos estruturantes da territorialidade, da intersetorialidade e da matricialidade sociofamiliar, bem como à diretriz técnico-política de integração de serviços e benefícios socioassistenciais, capazes de se potencializarem mutuamente” (p. 15)

“O referenciamento dos coletivos pressupõe um conhecimento da realidade social do município, devendo-se concentrar a oferta do Projovem Adolescente nos territórios de maior vulnerabilidade social” (p. 17)

“…o gestor deverá designar, dentre os profissionais de nível superior do CRAS, um servidor de carreira para acompanhar a execução técnica do Projovem Adolescente, assessorar os demais profissionais que integram a equipe de referência do serviço e acompanhar as famílias dos jovens, no âmbito do Programa de Atenção Integral à Família – PAIF.

A decisão seguinte a tomar diz respeito ao tipo de execução do serviço socioeducativo, se de forma direta, ofertando o Projovem Adolescente no CRAS ou em outra unidade socioassistencial pública” (p. 18)

“ Idealmente, o serviço socioeducativo deve ser executado de forma direta (…) Na hipótese da execução indireta, o Projovem Adolescente permanecerá referenciado ao CRAS, que deve supervisionar a execução do serviço. É preciso enfatizar que o CRAS, na pessoa do profissional de nível superior, encarregado dessa supervisão, é o responsável técnico pela oferta do serviço socioeducativo no território. Independentemente do tipo de execução, é importante, também, frisar que o Projovem Adolescente é um serviço público e gratuito, sendo o preenchimento das vagas de responsabilidade exclusiva e intransferível do órgão gestor da assistência social, devendo-se envolver o CRAS na mobilização e seleção dos jovens, obedecendo-se rigorosamente aos critérios estabelecidos pela legislação e instrumentos normativos do serviço socioeducativo” (p. 18-19)

“…os jovens serão vinculados ao serviço socioeducativo a partir de sua inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal – CadÚnico. Pelo menos 2/3 das vagas são reservadas aos jovens pertencentes a famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família – PBF, ou com perfil de renda compatível com este programa, e até 1/3 das vagas pode ser ocupada por jovens encaminhados por programas e serviços de Proteção Social Especial – PSE ou pelo gestor municipal de assistência social, quando demandado por órgão do Sistema de Garantia de Direitos – SGD” (p. 19)

“…deve ficar totalmente esclarecida a diferença entre as medidas socioeducativas do Estatuto da Criança e do Adolescente e o serviço socioeducativo do Projovem Adolescente, de caráter preventivo e participação exclusivamente voluntária dos jovens” (p. 19)

“Mais do que aspectos teóricos, entretanto, o grande desafio envolvido é a materialização da intersetorialidade pela articulação de programas e serviços das diversas políticas, incidindo complementarmente sobre o público jovem (…) Quais são os programas de educação, saúde, meio ambiente, esporte, lazer e cultura que existem no município e se voltam para a juventude? Quais destes serviços podem ser articulados? Que equipamentos podem ser compartilhados? ” (p. 19-20)

“De acordo com os instrumentos normativos do Projovem Adolescente, o serviço socioeducativo destina-se aos jovens de 15 a 17 anos: (i) pertencentes a família beneficiária do Programa Bolsa Família – PBF; (ii) egressos de medida socioeducativa de internação ou em cumprimento de outras medidas socioeducativas em meio aberto, conforme disposto na Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente; (iii) em cumprimento ou egressos de medida de proteção, conforme disposto na Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990; (iv) egressos do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI; ou (v) egressos ou vinculados a programas de combate à violência, ao abuso e à exploração sexual” (p. 20)

“De maneira geral, pode-se dividir o público do Projovem Adolescente em duas grandes categorias: (a) jovens de famílias do PBF, que por sua condição socioeconômica demandam do Estado ações de proteção social básica, conforme definidas na PNAS; e (b) jovens que em algum momento de suas vidas tiveram direitos violados ou entraram em conflito com a lei, e demandam ou demandaram do Estado ações de proteção social especial (…) São critérios de focalização de público que não devem e não podem implicar diferenças de tratamento ou qualquer tipo de discriminação no dia a dia do serviço socioeducativo” (p. 20)

“O Projovem Adolescente não executa medidas socioeducativas” (p. 22)

2. A concepção metodológica das ações socioeducativas do Projovem Adolescente

“…entende-se por metodologia uma construção teórico-prática que expressa concepções de mundo, de sociedade, de juventudes e de políticas públicas e que estruturam propostas e ações práticas de intervenção socioeducativa com os jovens” (p. 24)

“A ação socioeducativa buscada no Projovem Adolescente é compreendida como uma intervenção formadora, deliberada, planejada e participativa que cria situações desafiadoras que estimulam a capacidade reflexiva e crítica dos jovens e os orienta na construção e reconstrução de suas vivências na família, na escola, na comunidade e na sociedade, contribuindo para o processo de formação de sua identidade pessoal, de futuro profissional e de cidadão” (p. 24)

“…os jovens admitidos no Projovem Adolescente – Serviço Socioeducativo serão organizados em grupos e cada um deles constituirá um ‘coletivo’ ” (p. 25)

“O conceito da territorialidade, tomado como eixo estruturante do SUAS, redireciona o olhar da assistência social do necessitado à necessidade” (p. 25)

“…o Projovem Adolescente dá ao jovem é a oportunidade de vivenciar e de participar desse processo coletivo, onde ele, o jovem, dará de si para alcançar um bem comum, que repercute positivamente na vida de todos, da sua, do coletivo e do território (…) é possível perceber os coletivos juvenis como vetores da transformação social” (p. 25)

“…três eixos orientadores das ações socioeducativas – “Convivência Social”, “Participação Cidadã” e “Mundo do Trabalho” ” (p. 26)

“2.2.1.Convivência Social (…) o serviço socioeducativo se coloca como mediador das relações que os jovens estabelecem entre si, com a família, com a comunidade e com as instituições, contribuindo para a construção de relações afetivas e vínculos estruturantes, reduzindo vulnerabilidades e promovendo potencialidades (…) É justamente aí onde se afirma e se destaca a especificidade da política pública de assistência social na atenção à juventude, e onde reside a sua expertise. Pela sua relevância, não seria incorreto atribuir ao Projovem Adolescente a designação de “serviço socioeducativo de convívio” ” (p. 26)

“2.2.2. Participação Cidadã (…) para além da convivência social e do reconhecimento de direitos, visa ao desenvolvimento de potencialidades dos jovens que resultem na sua atuação crítica, protagônica e transformadora na vida pública, no exercício de uma cidadania ativa, criadora de novos direitos, de novos espaços participativos e comprometida com a democracia” (p. 26-27)

“2.2.3. Mundo do trabalho (…) Articulando a relação entre conhecimento e atividade produtiva, possibilita aos jovens a apreensão de elementos culturais, que concorrem para a configuração de seus horizontes em termos de cidadania e de vida economicamente ativa” (p. 27)

“Os temas transversais são:

• Juventude e Direitos Humanos e Socioassistenciais

• Juventude e Saúde

• Juventude e Meio Ambiente

• Juventude e Trabalho

• Juventude e Cultura

• Juventude e Esporte e Lazer” (p. 28)

“2.4. Dimensões Metodológicas (…)

Dimensão dialógica (…) Dimensão reflexiva (…) Dimensão cognitiva (…) Dimensão afetiva (…) Dimensão ética (…) Dimensão estética (…) Dimensão lúdica” (p. 29)

“2.5. Princípios orientadores (…) Criação de espaços socioeducativos pautados pela liberdade de expressão e pelo desenvolvimento de práticas democráticas (…) Corresponsabilidade dos jovens (…) Valorização do saber e da vivência dos jovens (…) Construção e produção coletiva de conhecimentos (…) Articulação entre os projetos pessoais e coletivos (…) Participação e protagonismo (…) Reflexão crítica permanente sobre todas e quaisquer formas de discriminação e preconceito” (p. 30-31)

“A comunidade é o entorno social e cultural em que os jovens transitam no seu cotidiano e tecem suas redes de relações sociais que conferem identidade, sentido de pertencimento e de inclusão social pelos costumes, tradições e linguagens próprias que referenciam a sociabilidade. Território é o espaço geográfico e social em que os jovens constroem as relações com a família, escola, igreja, organizações de bairro e vivenciam a inserção e integração em grupos juvenis, práticas de lazer, esporte, cultura, nas instâncias de participação social e política etc. O sentido de comunidade, quando associado ao de território, torna mais claro o lugar de origem dos jovens e suas condições de vida, no que se refere à infraestrutura e aos serviços públicos ali existentes e às redes sociais.

As ações socioeducativas do Projovem Adolescente objetivam levar os jovens a desenvolverem um olhar analítico e crítico sobre o bairro e o território, de modo a perceberem suas potencialidades e dificuldades, estimulando-os a se envolverem em iniciativas que contribuam para qualificar e transformar o ambiente em que vivem. Isto significa valorizar o conhecimento em profundidade do seu bairro/território e sua contextualização na cidade; o mapeamento dos equipamentos, das ações e dos serviços públicos no âmbito da assistência social, saúde, educação, cultura, esporte e lazer, meio ambiente e trabalho, com vistas ao usufruto de seus direitos e empoderamento, enquanto cidadãos” (p. 31-32)

“Enquanto muitas das instituições sociais privilegiam o que tem sido conceituado como “sociabilidades” – indivíduos e suas associações – “ a socialidade vai acentuar as dimensões afetiva e sensível, onde se cristalizam agregações de toda ordem, tênues, efêmeras, de contornos indefinidos” (MAFFESOLI, 1987, p. 101-102)” (p. 32)

“Reforça, com isso, a centralidade atribuída à família na Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e a matricialidade sociofamiliar como princípio ordenador das ações de proteção social. O entendimento de família, inscrito na PNAS, é de que esse grupo é resultante de uma pluralidade de arranjos sociais, não havendo um modelo ideal (…) Espera-se com isso que de tais processos se produzam aprendizagens e socializações tanto para os jovens quanto para os adultos das famílias, que possam contribuir para mudanças” (p. 33)

“ “A família, independentemente dos formatos ou modelos que assume é mediadora das relações entre os sujeitos e a coletividade, delimitando continuamente os deslocamentos entre o público e o privado, bem como geradora de modalidades comunitárias de vida. Todavia, não se pode desconsiderar que ela se caracteriza como um espaço contraditório, cuja dinâmica cotidiana de convivência é marcada por conflitos e geralmente, também por desigualdades, além de que, na sociedade capitalista a família é fundamental no âmbito da proteção social” (PNAS, 2004, p. 41).” (p. 33, nota 6)

“A partir das relações dos orientadores com os jovens, podem ser identificadas demandas e necessidades do núcleo familiar, que devem ser remetidas à equipe do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) (…) O diálogo com e entre os jovens sobre suas experiências na escola – nem sempre bem-sucedidas – pode ser objetivado e transformado em temas de trabalho socioeducativo, visando impulsionar atitudes propositivas que contribuam a mudanças nos vínculos e nas relações dos jovens com a escola e com os estudos (…) A integração entre os Coletivos de jovens e as escolas do território, favorecendo atividades conjuntas de caráter esportivo, recreativo, cultural, formativo, de inclusão digital, pode ampliar o acesso dos jovens a um conjunto mais amplo de programas e serviços públicos governamentais ou da sociedade civil” (p. 34)

“A experiência, entretanto, tem indicado que a participação política dos jovens não se realiza apenas por meio dos canais institucionais já existentes. Os jovens têm mostrado novas formas de “fazer política” através de meios e linguagens próprias de expressão de seus posicionamentos e visões de mundo e de intervir nos espaços urbanos, sociais e políticos” (p. 35)

2.8. PLANEJAMENTO DAS AÇÕES SOCIOEDUCATIVAS

“O Projovem Adolescente – Serviço Socioeducativo, como todo processo de formação, se constitui em um conjunto de ações sistemáticas e continuadas que envolvem os jovens (…) A ação socioeducativa requer preparação, reflexão e orientação, em sintonia com os objetivos propostos, as referências metodológicas, os princípios orientadores e o perfil peculiar de cada Coletivo em que será realizada. O planejamento é a “chave” para se desenvolver um processo socioeducativo com qualidade” (p. 47)

“Na concepção socioeducativa do Projovem Adolescente, a avaliação é um processo intencional, contínuo, sistemático, qualitativo e cumulativo que subsidia o planejamento das ações. O processo avaliativo permite a verificação quanto ao atingimento dos objetivos propostos e um acompanhamento mais adequado do desempenho de cada jovem e do coletivo, gerando formas de apoio aos jovens em suas dificuldades e propondo ações para correção de rumos no processo socioeducativo. A avaliação é um procedimento que antecede, acompanha e finaliza todas as ações socioeducativas e deve ser organizada de diferentes formas, de acordo com o momento em que é realizada e com a demanda que apresenta, podendo ser compreendida em três dimensões: diagnóstica, processual e final” (p. 48)

“No Projovem Adolescente, compreende-se a avaliação como um processo sistemático de trocas de experiências, de reflexões e de opiniões sobre o trabalho realizado. É o processo que avalia a aprendizagem de uns com os outros e sobre o quê e como foi apreendido, a fim de extrair lições para o aprimoramento de ações futuras. Para isso, é preciso definir previamente e de forma compartilhada o roteiro que orienta a avaliação a cada momento, o qual deve partir da explicitação do que está sendo avaliado e para quê. Como processo intencional, a avaliação deve ser planejada e conduzida” (p. 49)

A – Itens sugeridos para a autoavaliação dos jovens

1. Estou motivado para a participação no Projovem Adolescente?

2. Participo do planejamento e da avaliação das atividades?

3. Como é minha participação nas atividades em grupo? Demonstro respeito pelos colegas? Aceito as ideias e sugestões dos colegas? Tenho iniciativa para realizar as atividades sob minha responsabilidade? Aceito as decisões do grupo? Cumpro os acordos e os compromissos decididos coletivamente?

4. Exponho minhas próprias ideias e opiniões no Coletivo? Consigo me comunicar e me expressar?

5. O que mais se destacou e foi significativo no desenvolvimento de cada tema transversal? Por quê?

6. Que aspectos positivos e negativos se destacam nas atividades das oficinas de convívio por meio do esporte e lazer e da arte e cultura?

7. Como estou indo na escola?

8. Como está minha relação com a família?

9. Como avalio as minhas relações com os outros jovens do Coletivo? E a convivência diária no Coletivo?

10. Quais são os aspectos positivos e negativos da atuação do orientador social e dos facilitadores de oficinas?

11. Como avalio, no Projovem, a organização, os horários e as regras de convivência?” (p. 50).

B – Itens sugeridos para a avaliação conjunta do Coletivo de Jovens

1. O Coletivo tem dialogado sobre as dificuldades e os acertos na convivência e no trabalho do dia a dia?

2. As regras de convivência têm sido respeitadas?

3. Os objetivos da programação deste percurso socioeducativo/deste ciclo foram alcançados?

4. O trabalho conjunto nos encontros e nas oficinas tem sido produtivo e tem proporcionado aos jovens novas aprendizagens?

5. Quais são os desafios que se apresentam para a continuidade do trabalho?” (p. 50)

C – Itens sugeridos para avaliação final com o Coletivo de Jovens

1. Durante o Projovem Adolescente, quais foram os momentos mais marcantes (positivos e negativos) vividos pelo Coletivo de Jovens?

2. O que os jovens levam para si mesmos de mais significativo, a partir da experiência vivenciada no Coletivo durante a convivência no Projovem Adolescente?

3. Que sugestões os jovens têm para aperfeiçoar o serviço socioeducativo?

4. Quais são suas expectativas de futuro em relação à continuidade dos estudos e escolarização, formação para o trabalho e exercício da cidadania?” (p. 51)

D – Itens sugeridos para ficha de avaliação individual do jovem pelos profissionais do serviço socioeducativo ao final dos Ciclos I e II

• Assiduidade nas atividades socioeducativas do Projovem Adolescente

• Interesse e compromisso com a agenda de trabalho do Coletivo de jovens

• Integração e permanência na escola

• Interação com seu núcleo familiar

• Qualidade da convivência com outros jovens do Coletivo

• Interação com seu entorno social/comunitário

• Disposição para trabalhar em grupo

• Compartilhamento de ideias e contribuições às discussões coletivas

• Cumprimento dos acordos e compromissos decididos coletivamente

• Realização das responsabilidades que lhe foram delegadas

• Capacidade de diálogo e negociação em torno dos conflitos

• Capacidade de buscar e acessar informações

• Capacidade argumentativa para expressar e defender seus pontos de vista

• Capacidade de se expressar por meio de linguagens artísticas

• Observações” (p. 51)

Tópicos desenvolvidos em cada tema ao longo dos quatro Percursos Socioeducativos

JUVENTUDE E DIREITOS HUMANOS E SOCIOASSISTENCIAIS

• Quem somos nós?

• Construção de regras de convivência do grupo

• Igualdade, direito à diferença, diversidade

• Direitos civis e políticos

• Direitos de assistência social

• Direitos sociais e o papel da sociedade civil organizada

• Direitos de populações específicas

• Sistema de garantia dos direitos

• Democracia e Participação Juvenil

JUVENTUDE E CULTURA

• Trabalhar com a cultura

• O que é cultura?

• Cultura, tecnologia e comunicação

• Identidade e diversidade cultural

• Culturas e Juventudes

• Matrizes culturais e a diversidade na formação da sociedade brasileira

• Cultura e cidadania

• Culturas e globalização: o que é ser brasileiro em um mundo globalizado?

• Cultura, direitos humanos e diversidade cultural no mundo globalizado

• Cultura digital

JUVENTUDE E ESPORTE E LAZER

• O que é cultura corporal?

• O esporte na sociedade moderna

• Esporte e suas contradições internas

• Tempo livre e tempo de trabalho: Quais suas implicações?

• Lazer e convivência social

• Cultura corporal e saúde

• Organização do esporte e do jogo

• Espaços e equipamentos de esporte e lazer

• Organização da comunidade tendo em vista as esferas Local-Global

• A síntese das ações coletivas

JUVENTUDE E MEIO AMBIENTE

• Meio ambiente é igual à preservação da natureza?

• Qual é o meio ambiente do nosso lugar?

• Será que a proteção ambiental é realmente

• É só jogar o lixo no lixo?

• Cada um deve fazer a sua parte?

• As mudanças climáticas são mesmo uma realidade?

• Quem cuida do meio ambiente no Brasil?

• O meio ambiente trava o desenvolvimento do país?

• Briga de “cachorro grande”?

• Meio Ambiente é política?

• Já ouviu falar em Agenda 21?

JUVENTUDE E SAÚDE

• Adolescência, território, condicionantes e determinantes da Saúde

• Adolescência e saúde

• Vivenciando o crescimento e o desenvolvimento

• Sexualidade e Direitos Humanos

• Saúde oral: saúde da boca, saúde da gente

• Morbidade e mortalidade entre adolescentes

• Promoção da Saúde

• Políticas públicas para a saúde do adolescente/jovem

JUVENTUDE E TRABALHO

• Trabalho como arte e como técnica

• Trabalho e conhecimento

• Trabalho e tempo livre

• Mundo do trabalho, mercado de trabalho e do consumo

• Qualidade de vida e qualidade no trabalho

• Trabalho e mobilidade

• Trabalho e a formação do território

• Os direitos como conquista dos trabalhadores

• Planejamento, Programação e Controle da Produção – PPCP na ação socioeducativa

• Trabalho e Comunicação” (p. 59)

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

“De antemão, pode-se antecipar alguns dos grandes desafios que o Projovem Adolescente terá pela frente: superação de culturas políticas e institucionais arraigadas e anacrônicas; formação de profissionais; viabilização de estrutura material compatível com o desenvolvimento da proposta socioeducativa” (p. 66)

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